Operações das factorings e securitizadoras triplicaram no mês de abril em relação ao ano passado.

Mercado está reaquecido após a redução de restrições das atividades comerciais em diversas regiões do país; ABRAFESC recomenda cautela nas avaliações de crédito.

 

As empresas de fomento comercial fecharam o mês de abril com índice de operação de 221% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o setor teve o seu pior desempenho e muitas empresas reduziram suas atividades devido à grande inadimplência observada no início da pandemia de Covid-19. Ou seja, as empresas do setor efetivaram, em média, três vezes mais negócios que no mesmo período do ano passado.

O mercado também está operando com maior liquidez, o índice de abril ficou em 93,07% – no mesmo período ano passado o índice chegou a 68,71%, pior desempenho desde o início da pandemia. Esses são os mais recentes resultados do “Termômetro da Crise” do SINFAC-SP (Sindicato das Sociedades de Fomento Mercantil Factoring), monitoramento que o Sindicato vem fazendo das operações das factorings e securitizadoras desde o início da pandemia no país.

“No ano passado vivemos um filme de terror no fomento comercial. Este ano, a continuação segue com perspectiva de um filme de suspense, com possível final feliz, dependendo da aceleração do programa de vacinação”, avalia Hamilton de Brito Jr., presidente do SINFAC-SP e da ABRAFESC – Associação Brasileira de Factoring, Securitização e Empresas Simples de Crédito. As operações por entradas de caixa, que indicam o quanto o setor reinvestiu no próprio negócio, registraram índice de 96,91% em abril. No mesmo período do ano passado, esse índice ficou em apenas 63,91%.